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MOVIMENTO NÃO PARA

Os conselhos mais estranhos de Drauzio Varella para abandonar o sedentarismo

O estilo de vida sedentário está no centro da maioria dos problemas de saúde de hoje em dia. O mundo mudou, mas o corpo humano não está adaptado a uma rotina de poucos passos e muita tecnologia. Ficar parado o dia todo nos coloca sob risco de morte por dezenas de doenças, como infarto e AVC.
 

Antes da Revolução Industrial, as pessoas buscavam água, subiam escadas, carregavam coisas, andavam a pé, porque eram obrigadas. Mas então a tecnologia, com elevadores e carros, tornou a vida e o trabalho mais fáceis. O exercício se tornou algo para o qual as pessoas precisam reservar tempo e querer fazer. 
 

Há evidências antropológicas de que o homem das cavernas, nosso ancestral, andaria em média 5 horas diárias. Na vida atual, convencer alguém a andar 30 minutos por dia é luta inglória.
 

 

 

Mas como encaixar exercícios na rotina, ainda mais se a agenda de trabalho e família é agitada?


O médico Drauzio Varella, conhecido pelos programas educativos globais de saúde, relata sua rotina em consultório e faz um desabafo que nos faz rir e também pensar em um artigo publicado em seu site:

"Quando aconselho um paciente a fazer exercícios, porque está dez, vinte quilos acima do peso, com glicemia alterada e pressão arterial a caminho da hipertensão, preciso estar disposto a ouvir um rosário de lamentações. Especialmente no caso das mulheres, de fato, sobrecarregadas pelas tarefas profissionais, domésticas e familiares: 'Acordo às seis, preparo o café das crianças. Quando meu marido sai para levá-las à escola, tenho que me arrumar, porque não posso chegar no trabalho de qualquer jeito. Fico o dia inteiro no escritório. No fim do expediente, ainda passo na minha mãe que está com a memória atrapalhada. Chego em casa, sirvo o jantar, vejo a lição dos meninos, dou um pouco de atenção pro meu marido, e já são dez horas, preciso dormir. Como vou achar tempo para fazer exercício?' No início da profissão, eu ficava condoído com lamúrias como essa. Hoje? Meu coração se transforma em pedra de gelo. Respondo com frieza: é problema seu. Se você não consegue 30 minutos num dia de 24 horas, para praticar uma atividade fundamental para preservar a saúde e melhorar o funcionamento do seu organismo, está vivendo errado. Deixou de levar em consideração o que existe de mais precioso em sua vida: o corpo, estrutura sem a qual você volta ao nada que existia antes da sua concepção.Como você vai fazer? Não tenho ideia. Posso sugerir mudar de emprego, colocar a mãe no asilo, separar do marido, internar as crianças na Febem."
 

O que achou dos conselhos?

 
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