Você pode deixar para ler esse texto amanhã. Ou mais tarde, depois da janta, antes de dormir. Você pode postergar uma tarefa por quanto tempo quiser, mas ela sempre vai ter que ser feita. Se não por você, por outra pessoa. O problema é que algumas ações são intransferíveis, como melhorar a alimentação, parar de fumar, resolver um problema pessoal, começar a correr todos os dias e, é claro, realizar atividades físicas. Procrastinar, nesse caso, só vai prolongar um início que seria muito mais proveitoso se realizado hoje. Mas o que é a procrastinação e por que ela faz parte das nossas vidas?

 

Procrastinar é deixar para depois algo que poderia ser iniciado no presente. Em latim, procrastinatus significa, literalmente, à frente de amanhã. Ou seja: “amanhã eu começo”, “amanhã eu paro”, “amanhã eu resolvo”. Todas as vezes que a mente decide prolongar uma ação e resolvê-la adiante, o comportamento é validado e os riscos de ocorrer novamente são grandes. Isso porque nosso cérebro acostuma com a sensação reconfortante de que um problema que temos agora será resolvido por versões nossas do futuro, mais saudáveis e descansadas. A questão é que o futuro nunca chega, e o que deveria ser uma mudança de vida, muitas vezes acaba não acontecendo.

 

Nesse texto, vamos explicar um pouco sobre o porquê de procrastinarmos e como evitar esse tipo de atitude em relação à saúde, seja na alimentação ou na prática de exercícios físicos. Confira.

 

Procrastinação nossa de cada dia

Muito já se estudou sobre a tendência humana a procrastinar. Em um estudo realizado ao longo de surpreendentes 86 anos, o psicólogo canadense Piers Steel compilou cerca de 200 estudos de psicologia, economia e outras áreas sobre procrastinação entre 1920 e 2006. Nos resultados, encontrou-se uma ligação entre o ato de deixar algo para depois e a impulsividade. Nesse caso, entendeu-se que as pessoas passavam para “mais tarde” tarefas que acreditavam serem menos urgentes, mas, na maioria dos casos, apenas eram mais complexas.

 

Outro fator interessante sobre a arte de procrastinar é que o cérebro é programado, de certa forma, para isso. Isso porque nossa mente entende que processar tarefas mais concretas, ou seja, que podem ser resolvidas em curto prazo, é mais produtivo. Por isso, ações que levam tempo para serem realizadas ou que pareçam muito difíceis e demoradas, acabam sendo preteridas. Um exemplo prático disso são as resoluções de ano novo, em que promete-se iniciar projetos, realizar grandes mudanças, começar a treinar, etc. Mas “fazer mais exercícios físicos” pode ser tão vago para o seu cérebro quanto “ter sucesso”. A seguir, falaremos sobre formas de entender melhor nossa própria mente e usar isso ao nosso favor.

 

Evitando a procrastinação e melhorando sua saúde

Como já explicado, nosso cérebro tem dificuldade em processar tarefas complexas demais, ou que se aplicam a resultados de longo prazo. Por isso, procure dividir seus objetivos em pequenas partes, mais específicas e fáceis de alcançar. Por exemplo: ao invés de dizer “vou começar a correr”, que tal dizer “vou colocar a roupa de corrida pela manhã”. Muito mais fácil decidir correr quando você já alcançou o primeiro objetivo, certo? Ou, no lugar de prometer a você mesmo “treinar todos os dias”, que tal comprometer-se a “treinar 3 vezes por semana, durante 1 hora”? Parece mais realizável agora, não é?

 

Entender a importância de determinada ação ou tarefa também pode auxiliar nesse processo. Se a sua mente reconhecer o valor de uma rotina de exercícios para sua saúde, fica muito mais evidente o porquê do seu treino não poder ser deixado sempre para amanhã. Com o tempo, você vai perceber que hábitos saudáveis são criados e a procrastinação nunca mais vai bater na sua porta. Mas sempre é preciso dar o primeiro passo.

 

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