Hoje em dia, cada vez mais as pessoas estão correndo para a suplementação como forma de suprir a falta de vitaminas, para aprimorar os treinos e, às vezes, até mesmo para dar um gás para encarar o dia.

Os suplementos existem desde a década de 1940, e um dos países que mais os consome são os EUA: o Instituto Nacional de Saúde estima que um terço da população norte-americana toma algum tipo de suplemento.

Uma pesquisa realizada no Brasil, em 2016, pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD), apontou que 54% dos lares brasileiros têm pelo menos um indivíduo que consome suplementos, como por exemplo, cápsulas de Ômega 3 ou de minerais como cálcio ou ferro.

Um dos fatos que contribui para isso, é quando se noticia que existe uma deficiência de um determinado nutriente ou alguém recomenda uma vitamina específica e as pessoas preocupadas com a saúde vão atrás dessas informações e obtêm o suplemento sem o auxílio de um profissional da saúde e, muitas vezes, nem precisavam realmente desse suplemento.

A Vitamina D é um exemplo disso. Em estudos realizados nos EUA, percebeu-se que a população estava com os níveis baixos dessa vitamina, pois não estava amplamente disponível nos alimentos (as gemas de ovos, os óleos de fígado de peixe e o leite fortificado são fontes principais). E ao divulgar essa informação, houve uma grande procura por parte da população dessa suplementação.

Quando ocorre o acompanhamento médico e os níveis são baixos, é algo positivo. Porém, o problema encontra-se no uso excessivo sobre o limite superior tolerável, e é ai que entra o problema: pode resultar em hipercalcemia (níveis elevados de cálcio, que podem afetar negativamente seus rins, sistema digestivo, cérebro e coração) e calcificação de tecidos moles e vasos sanguíneos, o que também pode prejudicar a função do órgão.

Muitos médicos agora recomendam suplementação quando os níveis são baixos, o que é completamente saudável e bom, mas muitos americanos fazem uso de suplemento por conta própria, sem falar com um médico, o que pode ser perigoso. E o problema não se encontra apenas na vitamina D. Você pode obter efeitos de toxicidade de inúmeras vitaminas e minerais extraídos, incluindo vitamina A, vitamina B e cálcio. Muita vitamina A pode resultar em perda de cabelo e dores ósseas, problemas de pele e danos ao fígado. A vitamina B6 excessivamente consumida pode levar a danos irreversíveis nos nervos, enquanto o cálcio pode levar ao desenvolvimento de depósitos de cálcio nos rins e outros órgãos.

Por isso, é sempre de suma importância que você primeiro consulte o seu médico e/ou nutricionista para ver se é realmente deficiente antes de tomar algo por conta própria.

E lembre-se: a alimentação deve vir sempre em primeiro lugar. Consulte um profissional que possa analisar o seu plano alimentar e suprir os nutrientes necessários para o seu organismo no seu cardápio, e se por acaso for mesmo necessário partir para a suplementação, ele irá lhe recomendar a dosagem adequada.

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